Desafios das humanidades frente à reação conservadora no Brasil

Leonardo Bis dos Santos

Resumen


Em setembro de 2015 veículos de comunicação do Brasil noticiaram que o governo japonês
havia solicitado formalmente o cancelamento de cursos de Ciências Humanas para as Universidades
daquele país. Uma semana depois, era publicado que a Austrália iniciava a substituição de disciplinas de
História e Geografia por aulas de programação de computadores, copiando ações implementadas nos
EUA e no Reino Unido. Os ataques ao ensino de humanidades nas instituições brasileiras foram ainda
mais brutais. Alas sociais da extrema direita, aproveitando o conturbado contexto político e com um
discurso baseado numa suposta neutralidade, seduziram conjuntos consideráveis da sociedade com o que
tem sido conhecido como Projeto Escola Livre. O Projeto de Lei do Senado nº 193/2016, de autoria do
Senador Magno Malta (Partido da República – um dos mais conservadores do país), prevê sanções para
os professores que supostamente “abusarem da liberdade de ensinar” – conforme atestam as palavras de
seus defensores. A presente comunicação tem por objetivo analisar o contexto sociopolítico no qual se
originou a proposta, estabelecendo relações entre o atual estágio dos conflitos políticos e sua
materialização na educação, a partir de uma abordagem dialética da história recente.


Palabras clave


Conflitos sociais; ensino de humanidades; resistência social

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