Descolonização, transculturação e antropofagia em três contos de Luis Britto García

Autores

  • André Luís Macedo Serrano Universidade Federal do Espírito Santo image/svg+xml
  • Andressa Santos Takao
  • Luis Eustáquio Soares

Palavras-chave:

Transculturação, Antropofagia, Descolonização,  Rajatabla, Luis Britto García

Resumo

O problema da descolonização cultural põe em perspectiva a dependência da cultura colonizada sob a hegemonia da cultura colonizadora. Ao se avaliar o objeto literário, como arte descolonizadora, deve-se propor soluções criativas para este problema. O objetivo deste artigo, portanto, é interpretar a descolonização criativa na literatura latino-americana a partir dos contos “Lope”, “Nada de Negocios” e “El presidente amaneció de buen humor”, contidos no livro Rajatabla, do escritor venezuelano Luis Britto García. A metodologia passa pela discussão teórica a respeito das noções de transculturação e antropofagia como modos de se compreender as formas de representação das ideologias de dependência dos centros imperialistas, desde o colonialismo europeu até o ultraimperialismo dos Estados Unidos da América.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Andrade, Oswald de. Do pau-Brasil à antropofagia às utopias. Obras Completas. V. 6. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1970.

Araujo, Orlando. Narrativa venezolana contemporánea. Caracas, Monte Ávila Latinoamericana, 2018.

Freud, Sigmund. O mal-estar na civilização. Edição Standard. Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, vol. XXI. Rio de Janeiro, Imago, 1996.

Engels, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. Trad. Leandro Konder e Aparecida Maria Branches. 1. ed. Rio de Janeiro, BestBolso, 2014.

García, Luis Britto. Rajatabla. 1. ed. Caracas, Monte Ávila, 2004.

Heredia, Fernando Martínez. “En el horno de los noventa. Identidad y sociedad en Cuba actual”. Revista del Instituto Cubano de Inverstigación Cultural Juan Marinello, no. 25, 2019, pp.244-259.

Lucas, Fabio. Vanguarda, História e Ideologia da Literatura. São Paulo, Ícone, 1985.

Mariátegui, José Carlos. 7 ensayos de interpretación de la realidad peruana. 3. ed. Caracas: Biblioteca Ayacucho, 2007.

Maringoni, Gilberto. A Revolução Venezuelana. São Paulo, Unesp, 2009.

Ortiz, Fernando. Contrapunteo cubano del tabaco y el azúcar. Caracas, Biblioteca. Ayacucho, 1978.

Pizarro, Ana (Org.). La literatura latinoamericana como proceso. Buenos Aires, Centro Editor de América Latina, 1985.

Rama, Ángel. Transculturación narrativa en América Latina. 2. ed. Buenos Aires, El Andariego, 2008.

Retamar, Roberto Fernández. Caliban e outros ensaios. Trad. Maria Elena Matte Hiriart e Emir Sader, São Paulo, Busca Vida, 1988.

Shakespeare, William. A Tempestade. tradução Geraldo Carneiro. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 1991.

Soares, L. E. O ultraimperialismo americano e a antropofagia matriarcal da literatura brasileira: o triunfo do realismo em Oswald, Pagu e José Agrippino de Paula (Da biopolítica demagógica à biopolítica democrática). Vitória, Ufes/PPGL, 2018.

Zimmerman, Matilde. A revolução nicaragüense. São Paulo, UNESP, 2006.

Publicado

2025-12-22

Edição

Seção

Artículos

Como Citar

Descolonização, transculturação e antropofagia em três contos de Luis Britto García. (2025). Contextos: Estudios De Humanidades Y Ciencias Sociales, 56, 54-75. http://revistas.umce.cl/index.php/contextos/article/view/2975

Artigos Semelhantes

1-10 de 83

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.